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UMA INSPIRAÇÃO AO PROJETO Nos últimos anos, os povos indígenas e quilombolas e suas organizações de representação política têm constituído importantes atores sociais no delineamento e implementação de políticas públicas, programas de cooperação internacional e projetos próprios, visando um reconhecimento oficial, e a vigilância de seus territórios bem como a conservação e o uso sustentável da biodiversidade das florestas ali existentes, em vários estados da Amazônia, estas iniciativas tem continuado a contribuir de maneira decisiva para garantir a soberania do território nacional e para a ocupação produtiva da faixa de fronteira, em regiões onde a fragilidade da presença governamental tem favorecido a ocorrência de um conjunto de atividades ilícitas (exploração madeireira, garimpagem, tráfico de drogas, ações guerrilheiras) em ambos os lados das fronteiras internacionais. As possibilidades para implementação dos projetos de filme Corredor Cultural e Ecológico das Fronteiras Amazônicas e do livro Histórias das Fronteiras Amazônicas sugere uma promissora oportunidade para o reconhecimento e a divulgação da complexa realidade desses atores sociais para um público amplo tanto no Brasil como nos exterior, através dos lançamentos do filme em DVD e do livro enriquecidos pela legitima participação de representantes de organizações indígenas e quilombolas que á décadas atuam na região e que participarão do projeto. A abertura de novos canais para disseminação destes debates e vozes, bem como a divulgação das ricas histórias de vida dessas lideranças da Amazônia: sejam de povos indígenas, não indígenas e ou quilombolas, com certeza resultarão em uma crescente consciência nos públicos do Brasil e exterior sobre a necessária valorização de nossa rica sóciodiversidade. Marcelo
Piedrafita Iglesias
Produzir o filme média-metragem: Corredor Cultural e Ecológico das Fronteiras Amazônicas e o livro-documentário História das Fronteiras Amazônicas em comunidades remotas das fronteiras amazônicas, abrangendo a sua multiplicidade étnica e cultural.
Este filme e o livro documentário são projetos sócio-culturais que visam contribuir para a formação intelectual do público brasileiro a cerca das questões amazônicas e suas populações que vivem em faixas de fronteiras. Tem como mote à questão da relação com a pátria para os povos que ancestralmente já habitavam esta terra brasilis e são oriundos das florestas da região amazônica. Após intensa pesquisa, com apoio do Laboratório de Pesquisas, Cultura, Etnicidade e Desenvolvimento do Departamento de Antropologia do Museu Nacional e a Diretoria de Estudos e Pesquisas da FUNAI, pensamos em produzir o filme e livro em conjunto com as comunidades indígenas e quilombolas da floresta que queiram participar do projeto dos Estados de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima e Amapá. Para entender como as comunidades que vivem nas fronteiras brasileiras se relacionam com a "Pátria Brasil" como forma de unir pessoas do "Rede Povos da Floresta" (antiga aliança dos povos da floresta, criado por Chico Mendes, Ailton Krenal e Davi Yanomami) que reflitam e reconstruam suas próprias imagens demonstrando sua diversidade cultural e sua forma de vida. Através dos rios, do ar e das varações - caminhos abertos pela floresta, a equipe de produção percorrerá trechos das fronteiras fantásticas da Amazônia.
Os projetos
são provados pelo Ministério da Cultura-Lei Rouanet, artigo
18, possibilitando isenção de 100% do valor investido pelo
patrocinador. Garantimos legendagem do filme para a língua italiana, alemã e inglesa.
A publicação
conterá depoimentos editados de pessoas integrantes das comunidades
remotas, mapeadas, contextualizadas historicamente e complementados por
fotos. A publicação será concebida como uma cartografia
espaço-temporal da trajetória de desenvolvimento do Brasil. As edições de depoimentos deverão priorizar:
A publicação contará com uma grande quantidade de imagens e uma série de subseções, que contarão histórias do cotidiano de trabalho.
As viagens serão feitas com uma equipe mínima formada por diretora e produtora, diretor de fotografia, câmera indígena, assistente de produção, pesquisador e tradutor, antropólogo e técnico de som. O projeto contará com a participação de um articulador indígena, um articulador quilombola, um produtor de base em cada localidade e lideranças da floresta, assim como eletricista, motoristas, barqueiros e cozinheira. Através de uma parceria em desenvolvimento com a Fundação Ford, que vem apoiando ações da TABOCCA nos últimos projetos, teremos a participação no filme de câmeras indígenas de 05 Estados da Amazônia, que serão formados antes do início das filmagens,
Período de desenvolvimento: 09 meses Fase A:
Seleção e edição de conteúdo (5 meses)
Fase B:
Desenvolvimento de projeto gráfico e revisão (2 meses) Fase C:
Revisão final e Impressão (2 meses)
O filme será
realizado com duas câmeras Panasonic DV X100 B, 24 fr, será
gravado som direto durante todas as tomadas. O filme será realizado
seguindo esta ordem de trabalho:
A equipe percorrerá trechos da Amazônia Oriental, isto é Amapá e Roraima. Dando destaque aos Povos Indígenas do Parque do Tumucumanque e aos povos indígenas Wapishana e Ianomamy. A Segunda Viagem A equipe percorrerá trechos da Amazônia Ocidental isto é, Rondônia e Acre. Dando destaque ao povo Ashaninka, Kaxinawa e ao Parque Nacional da Serra do Divisor. A Terceira Viagem
A equipe
percorrerá trechos do Amazonas. A Quarta Viagem Aqui concentram todas as tomadas que serão feitas em Brasília com uma segunda unidade de câmera. Com entrevistas com pessoas relacionadas ao governo Brasileiro. Sendo programadas filmagens no Ministério do Meio Ambiente, Senado Federal, Ministério da Defesa e FUNAI.
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