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"Surui"
is the most widely known name for our people. It was given to us by the
anthropologists, but our real name is Paiter, which means in our
language: Since 1968, when We, the Paiter, "officially" had contact with the white man, relations with non-Indians have provoked drastic changes in our society. These changes, however, have not extinguished our warrior spirit, which has motivated our fight for the recognition and integrity of our territory. In our recent history, our Homeland has been terribly threatened by the violence of the Polonoroeste program, the corruption and omission of government agencies, and the invasion by unauthorized individuals, including lumbermen and miners. Struggling as we can against these adverse conditions, We, the Paiter, along with the other Forest People, are determined to maintain our culture and our environment alive.
Ihtirá nanbéa e sáde goin ka é ou panelas e machadinhas enterradas no chão ou cinema na floresta
Nº.
no Pronac ou Salic: 067951 Apresentação: Os Suruí de Rondônia se autodenominam Paiter, que significa "gente de verdade, nós mesmos". Falam uma língua do grupo Tupi e da família linguística Mondé. O plural de paiter é paiterei, mas, para efeito de padronização dos nomes indígenas no Brasil, aqui serão chamados de os Paiter. A Terra Indígena Sete de Setembro possui uma população de 920 pessoas (em 2002), divididas em onze aldeias dispostas ao longo das linhas de acesso, constituindo base de proteção contra a entrada de brancos em seu território. Há aldeia nas linhas 8, 9, 10, 11 (nove aldeias) 12,13, 14 e 15 (seis aldeias) e mais 03 (três aldeias) em Mato Grosso. A população em cada aldeia é variável, encontrando-se algumas com 45 pessoas e outras com centenas. A aldeia da linha 14 é a maior delas, com cerca de 30 famílias. A aldeia mais recente é a Gaherê, em Pacarana, criada em 2003, com seis famílias. Em 2006, em um encontro do Rede Povos da Floresta,(http://www.redepovosdafloresta.org.br/drupal/) a Organização Metareílá do Povo Indígena Suruí e a Kanindé Associação de Defesa Etno Ambiental, ambas do Estado de Rondônia, se reuniram com a Taboca Produções Artísticas Limitada; empresa de produção cultural com sede no Rio de Janeiro, e decidiram registrar um conjunto de obras, músicas e imagens que fortalecesse as expressões, repasse de conhecimentos e técnicas que a comunidade Paiter Suruí reconhecesse como parte integrante de sua cultura.
Objetivos: É uma ação da Taboca Produções Artísticas Limitada e da Organização Metareílá do Povo Indígena Suruí apresentar o projeto Ihtirá nanbéa e sáde goin ka é ou panelas e machadinhas enterradas no chão ou Cinema na Floresta. O projeto pretende atuar no fortalecimento cultural do povo Painter Suruí, estimulando a adoção de práticas de pesquisas através de métodos de captação de som e registro de imagens, destacando o repasse de conhecimentos tradicionais. O projeto prevê a realização de um vídeo em DVD, média-metragem, contendo o registro de sua memória tradicional, feitos por diversas imagens que fazem parte do universo Painter Suruí: monitoramento ambiental, manifestações musicais, mitos, práticas produtivas, malocas e organização social, coletadas a partir das experiências dos próprios alunos e alunas do curso. Com levantamento da cultura e dedicação aos ensinamentos dos antigos. O curso aproximará os alunos e alunas do método do documentário direto, como uma narrativa de linguagem que favoreça o tempo e o discurso em primeira pessoa, onde a palavra dos antigos membros da comunidade, serão registradas, sejam canções entoadas ou mitos por eles narrados, tornando acessível e resguardada para as novas gerações, permitindo o acesso para o público que aprecie e respeite as manifestações dos índios de Rondônia. O curso é direcionado aos professores e líderes culturais indígenas, homens e mulheres dos povos Painter Suruí e convidados dos povos Zoró, Cinta Larga e Uru Eu Wau Wau.
Justificativa: Nos anos 80 as populações indígenas da Amazônia ocidental Acre e Rondônia, protagonizaram a reconquista de seus territórios e obtiveram maiores direitos: como exemplo a homologação da constituição de 88, que passou a permitir a criação das organizações jurídicas indígenas. Outros processos de organização política, combinados por diversas atividades econômicas e culturais diversificaram o conjunto de atividades e formas de utilização dos recursos naturais de seus territórios. Nos anos 90 às populações tradicionais, em suas relações com a sociedade envolvente, passaram a organizar os diversos eixos da sustentabilidade de suas organizações, associações ou cooperativas, com o alcance de meios e acessos tecnológicos como o computador, a internet, o celular e a câmera de vídeo, dando voz a professores e lideranças indígenas, em diferentes áreas do saber e das relações de convivência entre seus parentes e com a sociedade envolvente. Portanto o acesso ao vídeo, apóia as pesquisas, o registro e a disseminação da cultura; com aumento da auto-estima e melhoria da sociabilidade; favorecendo inclusive a geração de renda, já que o DVD é um produto comercial que contribui com a formação de opinião, esclarecendo os brancos a cerca das lutas e conquistas das populações indígenas. Torna-se necessário e urgente implementar este projeto de linguagem audiovisual para que os professores e lideranças sociais do povo Painter Suruí; com participação de pessoas do entorno, possam se reunir com a intenção de formar uma mesma equipe de filme, decidida a contar uma história, manifestada através de suas culturas e apoiada pelo domínio da câmera de vídeo. Proposto aqui como ferramenta que auxilia na defesa do território, de seu patrimônio cultural, simultaneamente à promoção, que garanta uma comunicação moderna com a sociedade envolvente e a sobrevivência do povo Painter Suruí. O desejo de contar durante o curso com a participação de seis professores de outros povos vizinhos como os Zoró, Cinta Larga e Uru Eu Wau Wau, vem de encontro a necessidade de gerar oportunidades e criar novos intercâmbios com as populações do entorno.
Estratégias de Ação (Memorial Descritivo): A Preparação que diz respeito à etapa de contratos com patrocinador, com a Associação Indígena beneficiada e equipe técnica sendo diretor de fotografia, montador, técnico de som e assistente de produção. Teremos a participação da Associação Kanindé de Defesa Etno Ambiental, indicado por Almir Suruí, para trabalhar conosco no projeto dando assessoria indigenista e trabalhando na etapa de mobilização. Almir Suruí coordenará a criação do grupo que irá participar do curso e a preparação das pessoas da comunidade da aldeia Sete de Setembro para o período de realização do projeto. O coordenador indígena com seus auxiliares acompanharão as etapas de captação das imagens, montagem, legendagem e tradução, autoração do DVD, divulgação, lançamento, distribuição e comercialização do DVD. A equipe da Tabocca será formada por uma produção executiva, professor de câmera/fotografia, e professora de direção e roteiro, um professor de som direto, um motorista e um eletricista e geradorista e cozinheira que acompanharão todo o processo do curso com a realização do vídeo. E se revezarão dando suporte a equipe indígena e na gravação das músicas, que farão parte da trilha do filme. A Kanindé Associação de Defesa Etno Ambiental fará a mobilização dos alunos indígenas das etnias convidadas Cinta Larga, Zoró e Uru-Éu Wau-Wau , acompanhando a participação do curso, que ocorrerá na Terra Indígena Sete de Setembro do Povo Indígena Suruí, Município de Cacoau, em Rondônia. Ao todo teremos cerca de 20 alunos participando durante 25 dias dete curso audiovisual e ao mesmo tempo participando de práticas de pesquisas com os familiares, reunindo material para o vídeo. As câmeras e o som do filme serão operados pelos participantes do curso com a orientação pedagógica da equipe de professores, a direção deste filme será de um representante escolhido pelo povo Suruí, ao se desatacar no curso. A montagem deste filme será em AVID por um montador experiente com acompanhamento do diretor, coordenador indígena do projeto em estúdio na cidade do Rio de Janeiro. A finalização incluirá a edição de som. A Autoração do filme será feita por uma empresa responsável no Rio de Janeiro e a prensagem do DVD através de uma fábrica de Manaus. O filme será lançado no mercado de DVDs e, com o registro do CPB, na Agência Nacional do Cinema - ANCINE seja comercializado para TV's. Os recursos provenientes da comercialização deste filme no Brasil e no Exterior serão compatibilizados sendo 80% para a Organização Metareílá do Povo Indígena Suruí e 20% para a produtora Taboca Produções Artísticas. O DVD será legendado para português, francês, alemão e inglês. Uma cota de 10% doada ao patrocinador Cota de 15% será distribuída gratuitamente para escolas de comunidades de baixa renda de Rondônia e Rio de Janeiro, universidades e videotecas públicas. Cota de 20% de direito da produtora responsável; parte distribuida para imprensa e formadores de opinião. O restante de 55% será comercializado pela Associação Metareílá do Povo Indígena Suruí, beneficiada direta do projeto, podendo contar com o apoio de pessoas, entidades colaboradoras ou empresas de distribuição. O filme será lançado para a comunidade Suruí, durante os festejos de sete de setembro, data que recebem convidados e celebram as festas na Terra Indígena, com sua bebida a base de milho ou mandioca, chamada Makaloba. Pelo fato do Programa Petrobras cultural apenas conceder R$200.000,00 para cada projeto da área de patrimônio imaterial, a produtora procurará outros parceiros, (que tem trabalhado conosco em projetos do gênero) como o Ministério do Meio Ambiente, Fundação Ford, FUNAI e Governo do Estado de Rondônia, para obter apoios complementares, já que temos nosso projeto aprovado em R$ 295.060,00.
Data
prevista para início do projeto: 08/2007 e
Plano de distribuição de Produtos Culturais: O lançamento do DVD será em Rondônia, no Rio de Janeiro, EUA e na Europa. Incluirá apresentações e palestras dos participantes do filme, divulgação nos sites www.tabocafilmes.com.br, www.kaninde.org.br, www.paintersurui.com.br, (que será criado um link a partir deste projeto) exibição do DVD em festivais e mostras de cinema do Brasil e em outros países. Em encontros políticos, reuniões e festas indígenas. Especialmente para mostras de cunho ambiental e etnográfico, sem caráter comercial. O diretor indígena se revezará com os roteiristas e produtora para acompanhar a exibição do filme e realizar palestras em mostras e festivais. As contrapartidas dos produtores do projeto e da população indígena beneficiada, da-se no respeito e divulgação do patrocinador em toda e qualquer entrevista, assim como inserir a logomarca do patrocinador em todos os produtos e materiais de divulgação resultantes do projeto, isto é cartazez, Banners, capa do dvd,sites e anúncios em jornais.
Plano de Divulgação, Comunicação e Contrapartidas: Uma assessoria
de imprensa será contratada na etapa de promoção
e lançamento, com a missão de promover o projeto para jornalistas,
objetivando atingir jornais, tvs, e rádios. Prevemos no orçamento
recursos para anúncios em jornal, sendo no formato 12X18, a ser
exposto na véspera do lançamento. O tratamento gráfico
respeitará a linguagem dos artistas indígenas, através
da exposição de seus traços nas capas do DVD, cartazes
e banners a serem expostos em locais próximos das apresentações.
A contrapartida se dá também em ingresso populares para
as apresentações no lançamento. Uma apresentação
gratuita para escolas, durante etapa de lançamento.
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